Mais consciência no trânsito, prega Laurindo
No dia 25 deste mês é comemorado o Dia de São Cristóvão, proclamado pela Igreja Católica padroeiro dos motoristas. As festas, carreatas e comemorações acontecem no domingo (27). Aproveitando a ocasião, o presidente do Sindicato dos Rodoviários de Jundiaí e Região, Laurindo Lopes, está pregando mais consciência no trânsito.
“Sabemos que o trânsito em nosso pais mata mais gente todos os anos que as guerras. Se não tomarmos consciência, a situação só tende piorar”, diz ele. Laurindo cita a pressa, a falta de atenção, a impaciência e a mania de vantagem como principais fatores do estresse provocado pelo trânsito.
“Nenhum instrutor de auto escola diz ao aluno: vai, passa sinal vermelho, estaciona em lugar proibido, pisa fundo no acelerador. Essas atitudes são adquiridas com o tempo, com os maus exemplos e com a falta de punidade. Se todos – profissionais e amadores – não tomarem uma atitude ainda choraremos muito pelos mortos e acidentados”, diz Laurindo.
As mortes no trânsito aumentaram quase 65% no Brasil em 10 anos. Morreram 37.018 pessoas em 2002, número que saltou para 60.752 no ano passado. De acordo com levantamento do Instituto Avante Brasil, os pedestres e os motociclistas são as principais vítimas.“Há uma espécie de guerra, cada um querendo mais vantagem – continua Laurindo. O motorista tem pressa, e não espera o pedestre terminar a travessia. O motorista não tem paciência de esperar um veículo mais lento para encontrar um lugar seguro para ultrapassagem, e para piorar, os motociclistas inventaram o corredor, e aí circulam entre carros e caminhões, se expondo inutilmente”.
Os acidentes de trânsito causam 43 mil mortes por ano no Brasil e estão entre as maiores causas de internação nos hospitais, tornando-se um dos principais problemas de saúde pública do país. Sim, saúde é a que mais fica afetada com o aumento do número de acidentes, uma vez que há internações, cirurgias e outros procedimentos.
“Todos nós precisamos entender – finaliza Laurindo – que um acidente tem como consequência pessoas mutiladas, que precisarão de hospitais, que não irão trabalhar e que muitas carregarão essas sequelas para o resto de suas vidas. Isso sem contarmos as famílias que perdem filhos ou pais por causa da pressa e da imprudência. Rezar para São Cristóvão ajuda, mas nós precisamos fazer nossa parte”.
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