Atraso leva compradores de apartamentos ao Procon
Depois da MRV tirar o sono dos 1.800 compradores do empreendimento que construiu no começo da avenida Antonio Pincinato, a bola da vez agora é a Brokfield Incorporações dar um pouco de dor de cabeça. Seu empreendimento, o Doce Lar Bella Colônia, na rua Nami Azém, na Colonia, ainda não foi entregue. Como a promessa - e o contrato - previa entrega em novembro do ano passado, os compradores já procuraram o Procon de Jundiaí para reclamar.
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| Empreendimento era para ser entregue em novembro do ano passado |
A publicitária Vivian Oliveira vendeu a casa onde mora para comprar um apartamento novo à vista. Na entrega, a situação se complicou. Agora, ela paga aluguel. “Eu pago aluguel de R$ 1 mil e está pesando muito para mim. O dono acabou de pedir a casa e eu vou ter que procurar outro lugar e daí vou ter que fazer duas mudanças”, relata.
A empresa tenta se justificar, alegando que o atraso acontece por causa da falta de mão de obra na cidade. “O problema de falta de funcionários não justifica o atraso - diz Adilton Garcia, coordenador do Procon de Jundiaí - e é o tipo de problema que a c onstrutora tem de resolver, não o comprador”.
Ele explica ainda que o condômino que se sentir prejudicado deve procurar o Procon para abrir um processo administrativo e quem está pagando aluguel deve ser ressarcido pela construtora responsável pelo imóvel. “Se constatada a má fé da construtora e infração do Código de Defesa do Consumidor, essa multa pode ser aplicada de acordo com o faturamento da empresa e a gravidade dessa infração”, completa.
E depois que todo mun do se mudar para lá, outro problema: a construtora estabeleceu uma rede de energia eletrica de 110 volts, quando Jundiaí toda é 220 volts. E muitos que compraram geladeira, máquina de lavar, microondas e outros equipamentos, escolheram 220 - que não servirá para nada.
“Eu já comprei o fogão, o depurador, a geladeira e só depois eu fiquei sabendo que era 110. Mas eu já tinha comprado tudo 220 porque a cidade de Jundiaí é 220”, reclama a testadora de equipamentos Elisângela de Paiva.

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