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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

OPINIÃO

Maus exemplos globais


Houve um tempo em que bons escritores, como Janete Clair e Dias Gomes, escreviam suas histórias que se tornavam novelas de muito sucesso. Usavam os ingredientes de costume, como amores proibidos, paixões reprimidas, pouca violência e até certa dose de humor.
Todo mundo gostava. Até hoje alguns personagens são lembrados, como Zeca Diabo e Sinhozinho Malta - ambos interpretados por Lima Duarte, ou como Odorico Paraguaçu, da novela O Bem Amado. Mortes eram raras, a ponto de todos se perguntarem quem matara Odete Reutman. Sem seios e nádegas expostos, tinham índices de audiência espantosos. Mas agora a história é outra.
A Rede Globo está apelando pra valer, e já está banalizando em suas novelas, cada vez menos vistas, amores gays, beijos lésbicos e corpos à mostra. Ela insiste nisso de tal forma que tem-se a impressão que todos somos obrigados a seguir tais exemplos. Que ninguém se assuste quando aparecer gente fumando maconha na novelinha das sete - já apareceu gente cheirando cocaína numa novela. Seria a lógica: a Globo mostrando drogas em suas novelas, uma espécie de apologia a si mesma. Uma droga.


Falta de seriedade


Por mais que todos se esforcem, está difícil levar política a sério. Sem quaisquer objetivos ou ideologia, candidatos procuram partidos que lhes sejam vantajosos, e os partidos procuram candidatos que lhe tragam votos. Muitos votos.
Gente folclórica é atraída aos partidos para se candidatar, e uma vez eleita e empossada, não sabem o que fazer numa assembléia ou na Câmara dos Deputados. Exemplo disso é o palhaço Tiririca, que fez tanto voto que levou mais gente com ele, inclusive o presidente de seu partido (PR), Valdemar da Costa Neto, hoje preso por corrupção.
A Justiça Eleitoral dá sua mãozinha para tudo virar motivo de piada - exigiu, agora, que o candidato Dr. Rey, um cirurgião plástico que faz sucesso na TV e no consultório, provasse que é alfabetizado. Ou seja, o médico precisando provar que sabe ler e escrever. A mesma Justiça Eleitoral exige que o eleitor seja qualificado. O candidato não.
Por essas e outras há inúmeros candidatos artistas, jogadores de futebol, cantores sertanejos e mulheres-fruta que logo estarão na sua televisão pedindo voto e fazendo o discursinho decorado.
Fazer palhaçada nesse país virou regra. Mas fazer todos nós de palhaços parece que passou a ser uma norma inquestionável.

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