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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Em “Tostão x Milhão”, partido aposta em campanha econômica


Campanhas políticas costumam, via de regra, injetar mais recursos na economia devido aos gastos dos partidos e candidatos. Mas como toda regra tem exceção, um partido político pretende gastar pouco, ou quase nada nesse ano, mesmo tendo candidatos a deputados federal e estadual.
Márcio Medina, coordenador do PRTB
O PRTB está nessa, e lançou um bordão em sua campanha regional: Tostão x Milhão. O tostão é referência ao pouco valor, e o milhão ao gasto dos demais partidos. “Não podemos fazer da política um negócio, nem fazer valer o poder econômico. Voto é coisa de consciência, de convicção, e não de valor monetário”, afirma o coordenador do PRTB do Aglomerado Urbano de Jundiaí, Márcio Medina.
A receita, segundo Márcio, é simples. “Nossos candidatos vão gastar pouco ou quase nada, e mostrarão suas propostas ao eleitor. Sabemos que será uma luta entre Davi e Golias, mas só perde quem não luta”.
Quanto aos possíveis resultados, Márcio não aposta nada, mas afirma que teoricamente todos têm chance. “Numa eleição todos entram em igualdade de condições. Logicamente que dinheiro proporciona melhores panfletos, contratação de marqueteiros, de especialistas, de pesquisas, mas se o candidato não tiver propostas viáveis, tudo será em vão”.
Medina não poupa críticas também aos candidatos que pretendem gastar muito. “Há candidato a deputado que declarou ao TSE que pretende gastar cinco, seis milhões de reais em sua campanha. Tem alguma coisa estranha nisso, pois, em quatro anos de mandato, não vai ganhar tudo isso como salário. E aí vem nossa pergunta: com qual interesse alguém gasta tanto dinheiro para chegar ao cargo? Vai viver só do salário? Isso é muito estranho”.
O PRTB cobra o compromisso de quem seja eleito, o cumprimento de 4 anos de mandato. “Não dar para aceitar que se faça da eleição de deputado escadinha para ser candidato a prefeito, agora já tem gente querendo ser candidato em Jundiaí, em Várzea Paulista, em Campo Limpo Paulista, resumindo,  elegendo essas pessoas daqui a dois anos voltaremos a ficar sem representantes” conclui Marcio.

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